O GUIA DO

Um coleguinha chama minha filha de 7 anos de gostosa e tenta beijá-la à força. O que faço?

In Educação, Família, Uncategorized on agosto 19, 2017 at 11:56 am

RODRIGO responde: A primeira providência é não falar com o diretor da escola, sob o risco de ele responder que “agora ela não gosta de ser chamada de gostosa, mas depois…”. A melhor opção é pegar esse protótipo de machista e meter a por… caria desse comportamento repulsivo na lata de lixo. Depois pode baixar o ca…. tálogo de manuais sobre criação de meninos para um mundo igualitário. Finalmente, como sempre recomendo, é hora de enchê-lo de… beijos e abraços.

Esses conselhos, evidentemente, são para os responsáveis pelo garoto. À família da menina, infelizmente, só posso dizer que denuncie e cobre providências das autoridades. De resto, é manter a esperança de que, com o tempo, ele cresça e mude de conduta. Ou pelo menos deixe de ser diretor de escola.

Gritei com meu filho ontem e estou me sentindo mal. O que faço?

In Educação, Psicologia on junho 23, 2017 at 1:26 pm

RODRIGO responde: A primeira providência, urgentíssima, é comprar um decibelímetro. Diversos estudos indicam que gritar pode ser tão nocivo na relação com os filhos quanto bater. Mas nenhum cientista teve a preocupação básica de definir antes o que, exatamente, é gritar. Uma boa referência é o volume de uma conversa normal: 60 dB. Se passar mais de 150% disso, você pode estar exagerando.

O fato é que, se você ama seu filho (e se não ama também), no fundo sabe que gritar, além de não ter nenhum efeito pedagógico positivo, causa confusão, insegurança e trauma. Na criança também. Portanto, seja racional e se controle. Uma vez ou outra, num dia de estresse extremo, vai lá. Agora, se estiver acontecendo mais que isso, o conselho é um só: PARA! PARA COM ESSA PORRA AGORA!

Por que alguns pais e mães são contra festa junina na escola?

In Vida Social on junho 19, 2017 at 2:26 pm

RODRIGO responde: O principal argumento contrário às festas juninas é que elas reforçariam imagens estereotipadas do homem do campo. Roupas remendadas, falta de dentes, forma “errada” de falar são características – todas negativas – tipicamente esperadas do caipira.

A questão central no debate é avaliar como uma criança absorve essas mensagens subliminares. Seria exagero achar que ela pode internalizar visões preconceituosas, machismo ou mesmo uma ideia de superioridade vida urbana?

Às vezes supomos que um menino de 5 anos não consegue separar bem realidade e fantasia. Quando vemos o que ocorre nas festas juninas adultas, com moças indefesas tendo seu destino decidido por homens irresponsáveis e autoritários, o que dizer?

É claro: anarriê!