O GUIA DO

Como devo reagir quando meu filho finge que não me ouve?

In Psicologia on agosto 28, 2017 at 10:03 pm

RODRIGO responde: Equilíbrio é a palavra-chave. Você não pode nem perder a paciência, nem ser permissivo demais. É o exercício da autoridade que cria na criança o vínculo de confiança e o extremo cagaço necessários ao seu melhor desenvolvimento. Uma pesquisa da Universidade de Tekavatoetoe com 300 pessoas, ou seja, toda a população local, concluiu que o número máximo de vezes que os pais devem repetir um comando é 3,8. Assim, como você mandou o menino desligar o tablet oito vezes e ele não obedeceu, na próxima oportunidade pode partir direto para a gritaria.

Ah, não se preocupe com a audição do garoto. Se ele não obedece, é porque está ouvindo muito bem.

Um coleguinha chama minha filha de 7 anos de gostosa e tenta beijá-la à força. O que faço?

In Educação, Família, Uncategorized on agosto 19, 2017 at 11:56 am

RODRIGO responde: A primeira providência é não falar com o diretor da escola, sob o risco de ele responder que “agora ela não gosta de ser chamada de gostosa, mas depois…”. A melhor opção é pegar esse protótipo de machista e meter a por… caria desse comportamento repulsivo na lata de lixo. Depois pode baixar o ca…. tálogo de manuais sobre criação de meninos para um mundo igualitário. Finalmente, como sempre recomendo, é hora de enchê-lo de… beijos e abraços.

Esses conselhos, evidentemente, são para os responsáveis pelo garoto. À família da menina, infelizmente, só posso dizer que denuncie e cobre providências das autoridades. De resto, é manter a esperança de que, com o tempo, ele cresça e mude de conduta. Ou pelo menos deixe de ser diretor de escola.

Gritei com meu filho ontem e estou me sentindo mal. O que faço?

In Educação, Psicologia on junho 23, 2017 at 1:26 pm

RODRIGO responde: A primeira providência, urgentíssima, é comprar um decibelímetro. Diversos estudos indicam que gritar pode ser tão nocivo na relação com os filhos quanto bater. Mas nenhum cientista teve a preocupação básica de definir antes o que, exatamente, é gritar. Uma boa referência é o volume de uma conversa normal: 60 dB. Se passar mais de 150% disso, você pode estar exagerando.

O fato é que, se você ama seu filho (e se não ama também), no fundo sabe que gritar, além de não ter nenhum efeito pedagógico positivo, causa confusão, insegurança e trauma. Na criança também. Portanto, seja racional e se controle. Uma vez ou outra, num dia de estresse extremo, vai lá. Agora, se estiver acontecendo mais que isso, o conselho é um só: PARA! PARA COM ESSA PORRA AGORA!