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Tenho um filho de um ano e gosto de sair à noite com meus amigos, como conciliar tudo?

In Lazer on julho 27, 2014 at 12:23 am

RICARDO responde: Por mais alguns anos, você pode considerar que sua vida (social) acabou. Depois desses anos, ela recomeça.

Se você tiver parentes próximos morando perto, pode voluntariar algum deles para ficar à noite com a criança. Isso é uma espécie de volta à adolescência, quer dizer: você dependerá do sim de sua mãe (ou de seu pai, ou de sua sogra) para sair à noite. E nada de voltar muito tarde!

Como evitar que minha filha confunda as figuras da avó e da mãe?

In Família on julho 25, 2014 at 5:32 pm

RODRIGO responde: Como dizia Spinoza, avó é avó, mãe é mãe e paca é paca. O temor de que a criança possa não compreender bem o papel da avó em sua vida, embora muito comum, é totalmente infundado.

Já percebeu como até bebês conseguem distinguir o cachorrinho do desenho animado dos verdadeiros que circulam na vizinhança? A capacidade de separar fantasia e realidade surge muito cedo – e uma senhora sempre sorridente, que traz presentes, faz todas as vontades e libera toneladas de brigadeiro não pode ser de verdade, não é mesmo?

Outra preocupação é quando a avó fica encarregada de dar comida e banho, trocar fralda, brincar, levar para passear no parquinho e botar para dormir. Nesse caso, sim, a confusão é frequente. É difícil para a criança saber se essa mulher é a avó ou a babá.

Meu filho me pede para ler oito livros antes de dormir. O que fazer?

In Cultura on julho 18, 2014 at 3:43 am

RODRIGO responde: Se mesmo depois de oito livros, já tarde da noite, seu filho continua pedindo mais, só existe uma explicação: você lê bem demais. Leituras empolgadas, com vozes feitas sob medida para cada personagem, caras e caretas, são pedir para o moleque não desligar. Depois de um dia longo de trabalho, e aquela buchada com Skol Litrão no jantar, o ideal é não inventar. Leia devagar, quase parando, pule páginas, misture os nomes dos personagens e, entre uma coisa e outra, tente roubar o bichinho de pelúcia dos braços do seu filho… Quê? Seu filho não tem bichinho de pelúcia? E como é que você quer que ele durma?

Solto muito palavrão: como evitar que meu filho repita?

In Educação on julho 5, 2014 at 7:19 pm

RODRIGO responde: Não é novidade que os cérebros das crianças são como esponjas, portanto, não adianta torcer para que ele não copie os turpilóquios que você diz. A melhor estratégia é se condicionar a usar versões suavizadas – “vai tomate cru” e “filho da truta” são ótimas no segmento alimentício – ou alternativas mais polidas como “pombas”, “droga” e o meigo “eita-ferro”. Se não funcionar, não se preocupe em excesso. Num instante, seu filho vira adulto, e ninguém mais vai achar feio ele mandar todo mundo para a puta que pariu ponte que partiu.