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Gritei com meu filho ontem e estou me sentindo mal. O que faço?

In Educação, Psicologia on junho 23, 2017 at 1:26 pm

RODRIGO responde: A primeira providência, urgentíssima, é comprar um decibelímetro. Diversos estudos indicam que gritar pode ser tão nocivo na relação com os filhos quanto bater. Mas nenhum cientista teve a preocupação básica de definir antes o que, exatamente, é gritar. Uma boa referência é o volume de uma conversa normal: 60 dB. Se passar mais de 150% disso, você pode estar exagerando.

O fato é que, se você ama seu filho (e se não ama também), no fundo sabe que gritar, além de não ter nenhum efeito pedagógico positivo, causa confusão, insegurança e trauma. Na criança também. Portanto, seja racional e se controle. Uma vez ou outra, num dia de estresse extremo, vai lá. Agora, se estiver acontecendo mais que isso, o conselho é um só: PARA! PARA COM ESSA PORRA AGORA!

Por que alguns pais e mães são contra festa junina na escola?

In Vida Social on junho 19, 2017 at 2:26 pm

RODRIGO responde: O principal argumento contrário às festas juninas é que elas reforçariam imagens estereotipadas do homem do campo. Roupas remendadas, falta de dentes, forma “errada” de falar são características – todas negativas – tipicamente esperadas do caipira.

A questão central no debate é avaliar como uma criança absorve essas mensagens subliminares. Seria exagero achar que ela pode internalizar visões preconceituosas, machismo ou mesmo uma ideia de superioridade vida urbana?

Às vezes supomos que um menino de 5 anos não consegue separar bem realidade e fantasia. Quando vemos o que ocorre nas festas juninas adultas, com moças indefesas tendo seu destino decidido por homens irresponsáveis e autoritários, o que dizer?

É claro: anarriê!

Meninas pequenas podem usar maquiagem?

In Desenvolvimento, Psicologia on junho 2, 2017 at 2:25 pm

RODRIGO responde: Existe uma reação exagerada ao uso de maquiagem por meninas (e meninos). A principal tese é a de que a maquiagem, assim como penteados, roupas “adultas” e novelas das seis da Globo, levam a uma sexualização precoce das crianças. A França chegou a proibir concursos de beleza para meninas menores de 16 anos. Então o que fazer? Fique de olho (afinal, o seguro morreu de velho, ou algum outro lugar-comum do gênero) e evite aquilo que é realmente inadequado. R$ 189,90 por uma base?! Isso, sem dúvida, é obsceno.

Como evitar que minhas filhas rasguem os gibis novos em 5 minutos?

In Consumo on maio 1, 2017 at 11:53 pm

RODRIGO responde: Existem várias técnicas certeiras para evitar a destruição quase imediata das revistas em quadrinhos. Uma opção é, antes de entregá-las às crianças, encaderná-las com espiral, duplo anel (Wire-O®) ou lombada quadrada e capa dura. Outra é passar Con-Tact® – em todas as páginas. Fazer a leitura, sem permitir contato físico entre as pequenas e as revistas, é um método seguro, embora possa se tornar cansativo com o tempo… Mas infalível mesmo é não ter. Revistas ou filhos, pode escolher.

Meu filho monta o Lego sem minha ajuda. O que faço?

In Desenvolvimento on março 6, 2017 at 2:29 am

RODRIGO responde: Em primeiro lugar, é preciso entender que aquele aviso na caixa (6-12 anos) não se refere ao tempo necessário para montar o brinquedo. Então, seu filho pode até estar meio apressadinho, mas não é tão estranho uma criança de 5 anos conseguir montar um Lego mais simples sozinho. Estranho mesmo é a mãe conseguir.

Se você quer continuar como companheiro indispensável na brincadeira, uma opção é escolher modelos mais difíceis, como o Ultimate Collector’s Millennium Falcon. Com esse singelo kit de 5.197 peças, ele precisará de ajuda, mais ou menos, até os 7 anos.