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Viajar de avião com um bebê é perigoso?

In Viagem on maio 31, 2013 at 3:28 am

RODRIGO responde: Não se preocupe. Embora a dúvida seja comum, estatísticas compiladas nos últimos dez anos mostram, sem dar margem a dúvidas, que o risco de seu avião cair viajando sozinha ou com um bebê é o mesmo.

Desde que você não exagere – por exemplo, querendo voar com um recém-nascido, o que as companhias aéreas até proíbem -, o principal perigo é que o sujeito da poltrona da frente fique olhando para trás, fazendo cara feia.

Mas isso já aconteceria de qualquer maneira, quando ele sentisse seu joelho na quarta vértebra, não é verdade?

Como saber se as pessoas que querem pegar meu bebê no colo são confiáveis?

In Vida Social on maio 27, 2013 at 3:45 am

SERGIO responde: Pesquisadores ingleses analisaram acidentes envolvendo mais de 11 mil crianças de zero a seis meses de idade. De acordo com o estudo, a grande maioria (78%) não caiu no primeiro semestre de vida. Das que caíram, apenas 14% se machucaram, mas na maior parte o machucado não passou de um galo na cabeça. Menos de 1% dos acidentados sofreu alguma fratura.

Se você, sua família e seus amigos forem tão descuidados quanto os ingleses, provavelmente seu bebê nunca vai cair. E, se cair, provavelmente não vai se machucar seriamente. Ou seja: relaxe.

Caso não consiga relaxar, outra solução é dizer para todo mundo que seu filho tem uma alergia rara e não pode ir no colo de qualquer um. Tipo o menino da bolha.

* Pergunta do leitor VALTER

O que fazer com um pai que ainda não entendeu que uma bebê de 9 meses não faz manha e sim quer atenção, carinho e colo?

In Psicologia on maio 26, 2013 at 12:51 am

ANDRÉ responde: Deixar amordaçado e abandonado, para ver se ele consegue fazer alguma coisa diferente do que o bebê.

* Pergunta da leitora CLAUDIA

Meu filho precisa tomar todas as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde?

In Saúde on maio 22, 2013 at 4:09 pm

RODRIGO responde: A primeira pergunta que um pai contemporâneo se faz ao ver as mais de 20 doses de vacina indicadas pelo Ministério da Saúde só nos primeiros meses de vida de uma criança é: como ainda estou vivo? Já a segunda é: tem problema deixar de dar alguma?

Infelizmente, essa é uma dúvida que se coloca apenas por amor ao debate, já que você vai dar todas as vacinas recomendadas – para não falar de outras, opcionais, gentilmente oferecidas na rede privada.

Muita gente questiona a necessidade de tanta vacina, mas, quando se trata da saúde de um filho, vale o ancestral aforismo: na dúvida, fura o bracinho do bebê.

Além disso, as vacinas não evitam apenas gripe, coqueluche, meningite, sarampo e rubéola. Pesquisas já demonstraram sua efetividade contra males como remorso, paranoia, dor na consciência e hipocondria reflexa.

Minha mulher ambientalista não quer que o bebê use fralda descartável. O que fazer para ser sustentável?

In Higiene on maio 17, 2013 at 1:11 pm

RODRIGO responde: Sua mulher pode não estar exagerando: as estimativas mais alarmantes indicam que são usadas mais de 1 bilhão de fraldas por dia no mundo. Considerando que as fraldas descartáveis são feitas basicamente de polímeros sintéticos, um consumo descontrolado pode dar m*, sem trocadilho.

Felizmente o mundo moderno oferece muitas alternativas às fraldas descartáveis. A última moda em Nova York, por exemplo, é criar os bebês, por assim dizer, totalmente livres. Eles vão para lá e para cá, para lá e para cá, e quando estão mais à vontade… deu para entender, né? Já na China, a tradição é o kaidangku, calça com uma fenda que permite à criança se aliviar, com praticidade, em qualquer lugar. A mãe chinesa caminha pela rua com o filho e, ao primeiro sinal de aperto (do neném), encosta numa lata de lixo e… deu para entender, né?

O último recurso é simplesmente reduzir a “pegada de carbono” do seu bebê. Banana, goiaba e maçã são boas opções.

* Pergunta do leitor VALTER

Numa festa uma desconhecida dá torta para minha filha de um ano. Como reagir?

In Vida Social on maio 15, 2013 at 4:21 am

RODRIGO responde: Só existem dois tipos de desconhecidos em festinhas de aniversário: os sem noção e os completamente sem noção. Eles beijam o cabelinho cheiroso do seu filho, beliscam o bracinho fofinho da sua filha e, sim, oferecem torta de chocolate (com creme de chocolate, pão de ló de chocolate e trufa de chocolate) a crianças que seguem uma rígida disciplina alimentar.

Obviamente, o ideal é manter os bebês sob vigilância permanente, em turnos de revezamento com o marido e amigos de confiança, mas, se num momento de distração, o elemento age, o que fazer?

A resposta depende do seu nível de amizade com os donos da festa. Se eles são pouco mais do que conhecidos, chame a pessoa para um canto e, discretamente, pergunte se ela tem algum déficit cognitivo. Agora, se os anfitriões são quase seus irmãos, de tão íntimos, confronte a sem noção aos berros, cuspa-lhe impropérios enquanto sobe numa cadeira e lance uma chuva de salgadinhos sobre ela. Seus amigos vão entender.

* Pergunta da leitora FERNANDA

Meu marido diz que o Dia das Mães é muito comercial e meu filho tem só dois anos. Devo ficar triste?

In Família on maio 12, 2013 at 2:00 pm

RODRIGO responde: Mostre ao seu marido que o que importa de verdade é receber uma demonstração de afeto. Sugira, então, que ele prepare o almoço (e lave a louça também), cuide do bebê, dê uma geral na casa e passe aquele terninho de que você vai precisar na segunda. No próximo ano, com certeza, ele vai lembrar que um arranjo de flores e um colar são excelentes demonstrações de afeto.

Quanto ao seu filho, com três anos ele já poderá ajudar seu marido a preparar o almoço e fazer a faxina, portanto, fique tranquila.

A TV ficou incrivelmente mais violenta no último ano ou sou eu, agora com um filho, que fiquei mais sensível?

In Psicologia on maio 8, 2013 at 12:30 am

RICARDO responde: Uma coisa não exclui a outra.

Como também sou pai há pouco tempo e também tenho tido dificuldade em olhar para a TV nos últimos meses (até de tarde há gente explodindo zumbis) minha conclusão é que sim: a TV ficou mais violenta – e nós ficamos mais sensíveis.

O que resta é ficar vendo Peixonauta e Palavra cantada nos canais para criança…

Papinha industrializada faz mal?

In Alimentação on maio 5, 2013 at 2:32 am

RODRIGO responde: A típica papinha industrializada contém frutas (ou legumes) amassados ou em pedaços, farinha de arroz ou de aveia, água, suco e vitamina. Quase ninguém acredita, mas o produto não leva conservantes, estabilizantes, aromatizantes, acidulantes, corantes, espessantes, adoçantes ou mesmo desinfetantes.

É claro que o milagre, conseguido à base de processos de esterilização a alta temperatura e embalagem a vácuo, tem seu preço. Como a textura é sempre a mesma e as misturas são limitadas, a papinha não ajuda o bebê a desenvolver o paladar, nem estimula a mastigação. Nada disso, porém, permite dizer que esse tipo de comida faça mal.

Na verdade, a R$ 4 um potinho de 120 gramas, o que daria para comprar pelo menos um quilo de praticamente qualquer fruta, pode-se dizer que a papinha faz muito bem. Para alguém.